| Resumo: | O desenvolvimento da filosofia positiva de Augusto Comte alcança o ápice com a fundação da Religião Positivista. Uma religião nova, destituída de qualquer caráter sobrenatural ou divino, concebida a partir de verdades que podem ser comprovadas. Algumas concepções específicas norteiam a elaboração da religião universal que tem como pressuposto o dogma positivista, composto pelo conjunto de ciência, único conhecimento que alcança as verdades dos fenômenos, e por conseguinte, dota a religião positiva de um conteúdo de doutrinas que podem ser comprovadas. Só a ciência não seria suficiente para organizar a sociedade, por isso, Comte elabora a religião; um instrumento que dotará o social das condições de desenvolver uma moral que estabeleça a máxima positivista: Viver para Outrem. O objeto de veneração dos adeptos do positivismo não mais se constitui em entes sobrenaturais mas, na Humanidade, o "conjunto dos seres convergentes presentes, passados e futuros, pois o indivíduo é exatamente o resultado de todos os seus antecessores. Todas as transformações vislumbradas por Comte se viabilizariam através da educação e do trabalho. Só um sistema educacional constituído do conjunto de conhecimentos científicos, pode dotar a sociedade de capacidade de previsão e de uma organização na qual se privilegie o desenvolvimento do homem. Na sociedade almejada por Comte a educação se dá pelo trabalho. Os únicos elementos que podem realizar as transformações almejadas são as mulheres com sua capacidade de educar estabelecendo a moral necessária, e os proletários, os responsáveis pela fiscalização dos atos do poder. Assim se estabelece a sociedade na qual o egoísmo cederá lugar ao altruísmo, a única viável, na concepção de Augusto Comte. |