| Resumo: | Mudanças profundas no processo produtivo mundial - percebidas principalmente na formação dos mega-mercados, mega-conglemerados - e a conseqüente crise valorativa da realidade edificam-se a cada instante sob a luz do espetáculo. Fundado na inovação tecnológica, na fusão econômica-estatal, no segredo generalizado, na mentira sem contestação, o espetáculo rompe com qualquer possibilidade de existência, que fica legada a um presente perpétuo. Considerado tal cenário, este trabalho tem por objetivo evidenciar o problema da existência em relação a seus determinantes espetaculares, sob a forma dos novos pressupostos do capital, ou nas suas novas representações espetacularizantes. Não tem uma intenção exegética do conhecimento sobre o Ser, apresenta apenas um movimento de pensar que busca estimular a ruptura da inércia frente aos imperativos da negação da existência. No desenvolvimento do texto buscou-se elementos filosóficos de reflexão, senão na aparência primeira da filosofia, na estrutura do método filosófico. Partindo de alguns pressupostos formulados no campo da semiótica, procurou-se manter a elaboração teórica sobre o tema no âmbito conceitual, mas foram privilegiados demonstrações, buscando um entendimento também localizado, na tentativa de colocarmos lenha na fogueira. Assim, demonstramos que a formulação dos fenômenos econômicos espetaculares, que nos envolvem na contemporaneidade, nada têm para oferecer à conquista da liberdade humana rumo a plenificação existencial. No instante exato da transubstancialização da virtualidade tecnológica, aparecem novas categorias econômicas, sociais, humanas, intelectuais, que agora devem ser combatidas. Salientamos, também, que a nova formulação do capital transforma a existência em tempo-livre, e em tempo-livre espetacular. |